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Retrospectiva 2009 – Parte 2

Continuando a retrospectiva, desta vez, vou tentar puxar da memória os momentos legais que os já bem estabelecidos nos proporcionaram. Foram tantos, mas tantos, que deu gosto. Vamos lá:

Primeiramente, um dos meus preferidos, que, apesar de bem estabelecido entre os fãs e o meio musical, não foi muito bem recebido na Warner e teve que considerar a ajuda dos fãs para produzir seu megalomaníaco projeto . Apesar do sucesso de crítica que foi The Magic Position, Patrick Wolf parece não ter se relacionado muito com a grande gravadora e passou a aceitar doações de seus fãs para produzir o que seria uma obra dupla chamada Battle. Pois bem, Battle, no entanto, foi lançado separadamente. A primeira parte, The Bachelor, saiu este ano e causou uma ótima impressão. Do electro em parceria com Alec Empire (ex-Atari Teenage Riot) à música típica irlandesa, conseguiu, inclusive, a proeza de chamar a atenção do Festival Planeta Terra, a ponto de trazê-lo para cá, mesmo que seus discos não tenham sido lançados no Brasil. O exagero dramático e até um pouco cômico, beirando o ridículo, na verdade, é apenas uma alegoria para as muitas qualidades do simpático irlandês. Disco excelente, um dos melhores do ano, sem dúvidas. Seja você fã ou não.

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Andrew Bird também apareceu, mas de maneira bem tímida, no começo do ano, com seu Noble Beast, um de seus melhores trabalhos. Um disco simples, cheio de ótimas letras e belas melodias. Bird aproveitou e abusou um pouco mais de seu título de “professional whistler”, o que deixou o álbum ainda mais simpático. Quem já conhece o trabalho do cara, com certeza não se decepcionou.

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E se eu puder indicar um país que só tem se mostrado competente com relação a música, com certeza seria a Dinamarca. A começar pelo mais recente álbum do Mew, que levou o extenso nome de No More Stories / Are Told Today / I’m Sorry / They Washed Away // No More Stories / The World Is Grey / I’m Tired / Let’s Wash Away. A banda resolveu se distanciar um pouco da escuridão do antecessor de No More Stories… e conseguiu mostrar ao mundo que é possível ter uma identidade musical marcante sem soar como uma repetição de si mesmo. Esse entrou pra minha lista dos melhores discos do ano logo de cara.

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Continuando entre os dinamarqueses, falei de Troels Abrahamsen há um tempo por aqui. O primeiro disco que o produtor e vocalista do VETO assina como de sua completa autoria, WHT, é uma ótima pedida para os que procuram algo mais próximo do trip-hop e do ambient. Sem falar, claro, que Troels é considerado um dos melhores produtores de seu país, sempre como ótimos remixes sendo postados constantemente em seu blog pessoal. Seu sucessor, o antagônico BLCK, já está em fase de produção. Aguardo ansiosamente.

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Ainda por lá, foi lançado Ghost Of A Chance, dos ainda não muito conhecidos Turboweekend. Electrorock, discopunk e até um pouco de new wave compõem muito bem as 11 faixas do segundo disco da banda. Os experimentos de tocar Colours e Erase Myself em algumas Neon Rocks provaram que a banda não precisa ser assim tão conhecida pra colocar as pessoas pra dançar. Os remixers de plantão, com certeza, podem se divertir bastante com esse disco.

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Da Dinamarca, a gente pula pra Berlim, na Alemanha, onde o excêntrico Chris Corner (ex-Sneaker Pimps) se instalou e nos presenteou com o caótico Kingdom Of Welcome Addiction. O terceiro disco do projeto de Corner é uma evolução visível do som que ele pretende continuar produzindo: megalomaníaco, teatral e extremamente controverso. O personagem criado para representar o IAMX continua colocando sexo, religião, suicídio e desilusões amorosas em suas letras de maneira elegante, abusando de climas voluptuosos e até mesmo confessando ser feliz por aceitar seus vícios. Fora, claro, a participação de Imogen Heap, que parece estar em perfeita sintonia com a banda.

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Depois de 8 anos sem lançar um trabalho com os Warm Inventions, Hope Sandoval (ex-Mazzy Star) se reuniu novamente com os caras e soltou, do nada, um disco com o que ela sabe fazer de melhor: dreampop. Through The Devil Softly mostra que a cantora continua inspirada e sua voz ainda é belíssima. For The Rest Of Your Life foi uma das músicas mais bonitas que ouvi este ano, sem dúvidas.

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E o décimo sexto disco do Sonic Youth? Não adianta, né? Os caras não erram a mão, é incrível. E numa época tão cheia de apetrechos eletrônicos, lançar um disco que abre com uma porrada como Sacred Trickster e com guitarras tão boas como as de Antenna e What We Know é uma prova de que o bom e velho rock ‘n’ roll não morre nem tão cedo – por mais cafona que essa frase tenha soado, desculpa, mas é verdade.

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Music For Men, o segundo disco dos ingleses do Gossip já foi e ainda vai ser tão tocado em tantas festinhas do ano que vem, que até assusta. Isso porque Heavy Cross parece não ter esgotado suas forças nas pistas e foi apenas o primeiro single. Imagina quando a gente decidir dançar o resto?

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Depois de uma ótima colaboração com o francês Martin Solveig, os canadenses do Dragonette lançaram seu segundo disco, Fixin’ To Thrill, um excelente sucessor do primeiro, Galore, que, sinceramente, não chegou a me agradar tanto. Fixin’ To Thrill, no entanto, é uma delícia. Cheio de hits, super dançante e direto ao ponto: baixaria. Se existe um disco “baixo” e bom pra dançar, é esse, definitivamente.

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Pronto, pra não deixar o post ainda maior do que já está, vou voltar de novo depois com mais coisinhas, porque, pelo visto, a memória funcionou bem. Além, claro, porque o disco mais comentado do ano ainda não foi citado por aqui, né? Pra quem não sabe de qual estou falando: não tem nada a ver com Lady GaGa e até breve!



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  1. João Noberto on terça-feira 22, 2009

    tá dificil de cansar de Heavy Cross mesmo…

    mas a gente já dança Love Long Distance, rapaz